a casa era imperfeita e
minha imperfeição lavável a só,
emérita (cartão de casa cor)

agora na sobra da reforma,
nos dias de acampamento,
uma cozinha perfeita

azulejos brancos perfeitos,
sem ponte por enquanto,
porque pontes renascem

aos poucos e sempre que
decidimos continuar na casa,
mais um ano – na casa

que, parece, aceitou a cozinha

.

apenas o malfeito é costurado de futuro
respira de nascença o desaparecer
não intui a jaula do amigável
e, sobretudo por isso, é reaparição

nunca um passado para ser só brincadeira

.

desde vinte e dois de agosto de dois mil e três

.

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