mil espelhos de ferrugem
empilhamentos ocos
aguardando o balão pivô que
sobe invertido feito mergulhador

atolado de chumbo nos goles
e na pança afundando seus cavalos
sua coroa de locador do céu
porque espelha o senhor calado

o grande parafuso do silêncio
a grande porca sextavada
juntada a outras duas tinindo
o éden da esquizofrenia

casa orgânica rumando seu mangue
de medo e luz – o grande balão
a grande bateria (adão-forçado)
que avança neste podre zero bala

socando socando socando
o velho e novo caminho serpente
rosca comprada onde casou a erosão
e onde (ah, sempre-covarde)

o nosso animal aproveita

.

meias brancas
passo forte

língua lodo
braços toco

dando cavernas
toca a tudo

limpa as partes – nucas
que marcharão

limpa os plásticos
que sangrarão

as igrejas alienam – nacos
o olhar do teu deus

o homem é teu lobo
direção do que sumiu

meias sangue

passo forte

.