Fenda e maceração

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meus dedos apertam as rodas da câimbra
meus dedos rolam sobre grãos de pólvora –
o vento é o mesmo e pede que eu fique
(junto dele sopro dele) nas poças d’água
que fazem meus cento por hora flutuarem

é boa a lisura e a borracha e o perder a carne
perder os dedos dos pés deixando nos braços
e nas mãos a sorte – a câimbra que não chega
ao coração (senhor da alma) – é esse aperto
esse arrestar de puberdade que o vento quer

é essa jura enquanto o papel se rasga
e o personagem se rasga e meu corpo
crava falsos aniversários no lugar da paixão
amontoando correção em meu sonho mutilado
no rumo de onde escapa a raiz – tino que escoa

no bem longe do meu corpo sem acenos

(por essa tampa) por esse todo que agora voa

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