Desplante

.

senhor que remenda a germinação
em meu corpo
espalha a largura do seu país

a circunstância de minha duração
esta queima de luz
– este meu descanso

senhor da impressão de prenda
na suspeita de que sou pedágio
tortura e gincanão

um verão de manhãs sem inocência
– ameaça que nunca sobra
na organização de um olhar manso

senhor dentro do novelo
onde venho pulsar
junta a terra

e junta meus anzóis
e minha noção de grandeza
cedendo à firmeza do vaso

e aprende e emenda – quando
enguiça no lugar da alma
seu troféu de primeiro lugar

e se agrade neste extermínio
e também no que (pelo teu céu) refaço
e no que (pelo teu céu) eu lanço

.

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