volta cor
porque a manta do vilão não passa de rima
recebe a luz de solo arado
recobre essa teimosia de reviver
esse pontilhado que sobra no céu
das estrelas demitidas – o não jardim

a enorme montanha que é o escuro

volta cor
estende tua casa curva
sobre meu grilhão – igual a um teto
encontre a volta às aulas
desse trato adjetivo
onde ainda é terra no teu invariável ser

volta cor
quando escanhoo a imprudência
para ser imprudência só em você
fotossíntese mais temida
chope riso – refração ocular
emassa-me (apaga dos mapas essa ilha)

até que eu reaprenda a te respirar

.

Pele

.

eu te
quero
troca

.