generoso – porta de um pesadelo
mão que traz de casa seu próprio
solo oxigênio da mesura na qual
só não se afoga a aranha (e o veneno)

cobre meu sorriso com o teu
cobre minha palavra com a tua
rodarei teus demônios em meu traje de boi
couro forno espécie demão

gênero inferno – tua prenha apática
alegre porto alegre – dando tua
melhor condição em brinde ao horário
utilitário esportivo desfile calcário

do éden sobre o qual se equilibra
a bandeja do saque da tua má jurisdição
e das lanças cegas e das lanças esfaceladas
como o teu metal – não me orgulho de

perder o que de ti havia de mais terno
junto aqui o bilhete de perdão
por esse medo que sentimos de ti
e pelo medo da estrada até o teu coração

perdão pelo ódio do teu verbo

teu churrasco onde tudo queimará

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