é o meu
prestígio
que tá
na roda

.

mil espelhos de ferrugem
empilhamentos ocos
aguardando o balão pivô que
sobe invertido feito mergulhador

atolado de chumbo nos goles
e na pança afundando seus cavalos
sua coroa de locador do céu
porque espelha o senhor calado

o grande parafuso do silêncio
a grande porca sextavada
juntada a outras duas tinindo
o éden da esquizofrenia

casa orgânica rumando seu mangue
de medo e luz – o grande balão
a grande bateria (adão-forçado)
que avança neste podre zero bala

socando socando socando
o velho e novo caminho serpente
rosca comprada onde casou a erosão
e onde (ah, sempre-covarde)

o nosso animal aproveita

.

lambe like [como des-
língua bike [grudo-te
pelas bolas [de vós
vagina [como faço
cu de botas [para chegar
do poeta [na sombra?

se tua saliva [como des-
é cola atrás [grudo-te
de mais cola [para ver se
e tua solidão [está excitado
é lenha que [ou se morre
nada afeta [na equipe

ginasta [
sem sombra [controuvem
só língua [controuvê
atrás de língua [controuvá
de sola [
de cura [salivantes [sem reta

nem cus e nem poetas

.

alma estátua
prova incompleta
duma chuva sem cor

uma caça
no brilho da pressa
___ pressa mentira

edição de recreio
motor de nada resta
nesta curva natal

e agora cada hora
é grão daninho
pressa___ resumo aval

e some nesta água
gerações para acordar
nos ombros

palavra sempre festa
nos dobros___ banidos
de nosso inferno

.